A Saga de Tia Elvira e seu cachimbo
O cachimbo da alegria, é o primeiro texto sobre a saga de tia Elvira, escritos por mim e publicados no site Bravus.Net, tia Elvira é uma mulher a frente do seu tempo que emprestou seus espírito e seu legado para esta saga, leia abaixo o primeiro texto:
“O cachimbo da alegria”
Tia Elvira era uma mulher moderna da década de 1940, não aceitava os comportamentos sociais da época. Fumava, bebia e fazia uso excessivo de entorpecentes. Tia Elvira vivia nos anos de ouro da hipocrisia familiar dos bons constumes “menina moça, não usa decotes e suas vestimentas não mostram partes do corpo”.
Mas Tia Elvira arregaçava as mangas e mostrava com todo orgulho a tatuagem que fizera no braço esquerdo, um tipo rudimentar de tribal.
Hoje ela seria descrita como uma vida loka, abortou um filho do reverendo da igreja de sua mãe, foi espancada e expulsa de casa, passou férias em um convento, lá viu muitas coisas, sacaneou freiras, padres e cardeiais. Para Elvira, a sacristia era uma grande heresia que deveria ser banida da face da terra!
Aos 30 anos já bem envelhecida pelas rugas de sua curta vida, conheceu um velho estudante de direito, pelo qual se apaixonou, tirou-lhe da “vida” libertina que vivia e apresentou a novas idéias, ideais e ideologias.
Tia Elvira conheceu grandes pensadores dos anos de 1950 e os entusiasmos “utópicos” dos esquerdistas que acreditam em um mundo melhor e harmonioso.
Elvira, sempre foi uma mulher a frente do seu tempo , lutou veementemente contra o movimento feminista, alegando os absurdos dessa pseudo “igualdade” sempre dizia que estavam entregando um pacote pronto, com apoio de governos e políticos, onde a mulher deveria sair de casa, queimar seus soutiens, trabalhar com salários inferiores e também cuidar do lar, lavar, passar, fazer comida, serem comidas e escravizadas pela ditadura da moda, anfetaminas, regimes, bulimias, remédios e afins. O movimento feminista para tia Elvira era uma tremenda furada.
Hoje Elvira é uma pacata idosa , vó de 3 netos e 01 sobrinho, freqüenta dominicalmente as missas matinais e nem de longe lembra ser a mesma mulher do tempo em que rompeu regras sociais e políticas, desta época restou-lhe apenas um velho cachimbo com o qual traga suas alegrias e memórias.
Leia Tambem:
- A Saga de Tia Elvira e suas descrônicas
- Tia Elvira e As quatro estações
- O tempo
- Livro – Se Abrindo Pra Vida de Zibia Gasparetto
- Teatro – A Mulher Que Ri
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Escrito por: Davi Sant´anna em 28/12/2009
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