A Internet é livre!

No dia 02 de 1969,  era gerado um embrião chamado internet, com o objetivo de fazer trocas de mensagens do exercito americano através de uma rede descentralizada, isso era útil em caso de uma guerra nuclear.

Em suas genes, a internet tem o sangue bélico e a busca por poder e dominação, mas talvez houve uma falha em seu DNA o a definiram como algo livre, sem fronteiras e auto regulamentadora, algo totalmente paradoxal oriundos do exercito da “maior” nação do mundo, mas enfim estamos aqui 40 anos depois e governos, instituições, empresas jornalísticas, industria fonográfica e de cinema, resistem a aceitar que a forma de dominação arcaica está com os dias contados.

No Senado e Congresso brasileiro estão discutindo a nova lei eleitoral, mais preocupados com seus currais eleitorais do que defender a democratização e igualdade de espaço para todos os candidatos divulguem suas idéias, pois na televisão e rádio concessões publicas, não há essa democracia de espaço, então porque querem amordaçar a internet de discutir, criar fóruns, denunciar e fazer campanhas eleitorais?

Mas enfim, uma boa noticia veio do Supremo, o qual enviou para publicação o texto final do julgamento que considerou inconstitucional a lei de imprensa no último dia 30 de abril de 2009, isso impossibilita nossos deputados e senadores criem leis que restrigem determinados conteúdos em períodos eleitorais a ementa é clara : “…Silenciando a Constituição quanto ao regime jurídico da internet, não há como se lhe recusar a qualificação de território virtual livremente veiculador de ideias, debate, notícia e tudo o mais que se contenha no conceito essencial da plenitude de informação jornalística no nosso país

Será que agora cai a ficha que a internet é livre? Ou ainda veremos campanhas de grandes jornais banalizando o pensamento e conteúdo de blogueiros e até mesmo o conhecimento produzido na internet, não podemos esquecer que na recente história de nossa impressa, houve grandes parcialidades em detrimentos a esse ou aquele candidato e hoje graças a internet e os blogueiros, atos irregulares cometidos por políticos sempre serão levantados, pois não é difícil encontrar no youtube vídeos de nossos políticos fazendo na vida pública o que nós reles mortais faz na privada!

A cultura meia boca

É consenso nacional que o investimento em cultura está aquém do ideal e, assim como a educação, não desempenha a totalidade do papel que lhe é esperado para o desenvolvimento de sua gente Um dos indicadores de que há algo de podre nas terras tupiniquins é quando a superficialidade das notícias de celebridades dá lugar à importantes discussões que – infelizmente – são tratadas sob o olhar mercadológico. É o caso dos ingressos de meia-entrada para estudantes e idosos.

meia boca1 A cultura meia bocaA Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado aprovou nesta terça-feira (09/12/08) a proposta de lei que institui a cota de 40% do total de venda dos ingressos de eventos artísticos, culturais e esportivos para a meia-entrada. Agora a proposta segue para a Câmara dos Deputados e caso o texto não seja alterado segue para a aprovação do presidente da República.

A alteração que vem sendo debatida publicamente a mais de 30 dias não se limita à regular a cota de 40%, mas também não reflete o diálogo entre legisladores, a classe artística, dos produtores culturais e a União Nacional de Estudantes (UNE).

Um diálogo que deveria ser sobre meios para que a cultura possa aprimorar o cumprimento de seu papel social transformou-se em um debate sobre cotas para determinado público e valores de entradas que serão de dois ou três dígitos para mais um “produto comercial”.

Os pontos cegos surgem de todos os lados:

A começar com o próprio ministro da cultura, Juca Ferreira, que defende o projeto como medida para conter a invasão de falsas carteiras de meia-entrada, e implicitamente admite também a incompetência do MinC e dos órgãos governamentais em fiscalizar a emissão das carteiras estudantis, que atualmente são associadas até a emissoras de rádio. Vale lembrar ainda, a incoerência do governo em exigir que o estudante de ensino superior cumpra uma importante carga horária em atividades científico-culturais, conhecida como complementares para a graduação

Já os produtores culturais se posicionam cada vez mais a favor de argumentos que rumam à mercantilização da cultura. Odilon Wagner presidente dos Produtores Teatrais Independentes de São Paulo pronunciou segundo matéria do site www.estadao.com.br: Nenhum outro setor é obrigado a conceder o benefício da meia-entrada sem o ressarcimento do Estado.” – ele só se esqueceu de citar que outro setor tem incentivos como a Lei Rouanet, na esfera federal, o PAC, no âmbito estadual paulista e o VAI, na cidade de São Paulo.

Parte da classe artística defende o projeto porque acredita que este pode incidir diretamente na queda dos valores dos espetáculos e popularizar a cultura, o que até acredito que possa acontecer, mas somente por um período muito curto ou até os pedidos por uma fiscalização eficiente para que as cotas de 40% sejam respeitadas liderem a lista de reclamações no PROCON.

A UNE, ao lado de pouquíssimos outros senadores foi quem se posicionou contra o projeto, mas… coitada, assim como os sindicatos, atravessa uma crise de identidade como organização representadora de interesses civis, está cada vez mais enfraquecida pelo desinteresse coletivo dos estudantes e aqueles que ainda mantêm-se fiel e esperançosos não conseguem articular propostas sustentáveis a serem apresentadas à sociedade e assim a instituição passa a subsistir apenas de seu importante passado.

Ainda que a Arte e a Cultura não resistam ao flerte fatal e sejam consumidos pelo capital – como vem acontecendo drasticamente na Educação – um projeto de meia-entrada regulado por cota se mostraria incompatível com um sistema que se diz sustentado sobre o livre arbítrio do público.

Suponhamos que a lei da oferta e da procura seja priorizada nas áreas em questão. Por que então aqueles defendem a cota se baseiam no argumento de que suas contas não fecham e que o faturamento não cobre os custos devido ao público de seus espetáculos que são compostos em 80% por estudantes?

Respostas:

1) Porque estão produzindo um espetáculo com características que atraem o público estudantil.

2) Porque na grande maioria os portadores da carteira de meia-entrada, sejam eles estudantes, idosos ou quem quer que tenha conseguido uma dessas numa das “instituições credenciadas” cuja fiscalização é praticamente inexistente é que possuem condições de pagar os altíssimos preços.

Se você aí do outro lado optou pela primeira resposta, então concorda comigo que os responsáveis pelos espetáculos os montaram para atingir esse público e por isso não podem reclamar afinal o projeto é um sucesso! Mas caso não o tenham planejado para atrair tal público então é preciso voltar à prancheta.

Agora se você, assim como eu, crê que a resposta número dois é mais condizente aos fatos então podemos concluir que a principal alteração na lei da meia-entrada deve incidir na fiscalização sobre a emissão das carteiras de meia-entrada para tornar os valores mais acessíveis aos cidadãos e fazer prevalecer o direito àqueles que podem usufruir da meia-entrada.

É hora de partirmos para um diálogo mais plural da cultura ao invés de continuar ruminando uma cultura de meia-boca.

A Cultura da Capoeira – arte, filosofia e dança

Capoeira Videos

A capoeira depois de muitos anos renegada e estigmatizada no Brasil, como um esporte de “maloqueiros” herança dos tempos do Brasil colônia, começa a ser reconhecida pelos seus méritos.

A capoeira é genuinamente o principal esporte brasileiro, uma síntese de arte, ginga,dança, malícia e sensualidade característica do nosso povo.

Participar de rodas de capoeira pode agregar um pensamento mais sintonizado com a natureza, melhor equilíbrio emocional, drástica diminuição do estress da vida moderna, alem de manter a boa forma e ser um ótimo estilo de vida e filosófico.

A capoeira pode ser compreendida a partir de varias concepções, o que a define como um esporte único, como o próprio brasileiro, dentro dessas concepções pode destacar as seguintes:

Capoeira Luta e filosofia

historia da capoeiraA luta na Capoeira, representa a sua origem e sobrevivência desde os tempos da escravidão chegando aos tempos atuais, sendo está sua concepção mais primitiva e natural, um  instrumento de combate e defesa pessoal, que interagindo com as demais concepções, é o esporte que menos estimula seus participantes à violência e tem como pensamento filosófico o respeito com o próximo, com a natureza e com os mais velhos.

Capoeira Dança e Arte

A maior influência da capoeira na dança, pode ser comprovada em diversas manifestações culturais pelo Brasil a fora, dentre elas se destaque um símbolo nacional que é o samba, a capoeira tem uma presença forte através da música, ritmo, canto, instrumento, expressão corporal e criatividade de movimentos. A capoeira agregou a dança e a arte brasileira maior flexibilidade, agilidade, destreza, equilíbrio e coordenação motora. Normalmente os pais colocam seus filhos no judô e balet, a capoeira engloba essas duas modalidades.

Capoeira Esporte e lazer

A busca pelo corpo perfeito, prolongar os efeitos nocivos do tempo em nosso organismo, a capoeira como modalidade esportiva, tem foco no preparo físico, técnico e tático, com regras especificas. As rodas de capoeira alem de servir como treinamento e exibição da capoeira é uma forma de lazer e convivência social expansiva, fatores não supridos pela televisão, vídeo games e internet.

Capoeira Terapia e bem estar

jogos  capoeiraAo somar dentro de uma luta aspectos filosofia, dança, arte esporte e lazer, concebemos uma terapia para o corpo e mente e um desenvolvimento cognitivo e social do indivíduo.  Como já dizia alguns mestres de capoeira:

“A mão de quem dá um flor fica mais perfumada do que a de quem recebe.”

“Seu princípio não tem método, Seu fim é inconcebível ao mais sábio dos Mestres”

“Capoeira é um diálogo de corpos, eu venço quando o meu parceiro não tem mais respostas para as minhas perguntas” Mestre Moraes

“A Capoeira pode ser usada também como dança nas exibições folclóricas, em peças teatrais ou em rodas de apresentações. Presta-se, também, como terapia retirando das pessoas o medo, timidez, a agressividade, etc. Hoje capoeira musicastambém, é utilizada como instrumento de educação…” Mestre Aristides

“…capoeira é muito mais que uma luta, capoeira é ritmo, é música, é malandragem, é poesia, é um jogo, é religião….. Capoeira e tudo que a boca come” Mestre Pastinha

Esse texto não é uma defesa incondicional da Capoeira, é uma manifestação e valorização da cultura brasileira, e da auto-estima de um povo que tem muita riqueza guardada em seu interior, sem a necessidade de buscar em outras fronteiras, outras línguas e culturas a direção e encanto.

Minha memória Creative Commons

memoria1 Minha memória Creative CommonsMensurar a capacidade da memória humana, é algo ainda humanamente impossível, mas um trabalho cientifico publicado em 2003 pela revista “Brain and Mind” afirma que a nossa memória pode atingir  a capacidade de  10^8432 bits, ou seja utilizando os atuais computadores domésticos, nosso cerebro comporta milhões de computadores!

Bom, mas este texto não trata especificamente da capacidade cientifica do cerebro, e sim sobre os novos paradoxos que a tecnologia trás a vida moderna ou até quando a arte terá um dono se por gêneses a arte é livre e soberana as leis, as regras e ao tempo!

O capitalismo trouxe a idéia de que tudo tem um preço, tudo será e foi apropriado, mercantilizou afetos, sons e pensamentos e muitas fortunas e feudos foram criados, mas eis que chegou os bits, a era digital que de inicio era mais uma ferramenta para a perpetualização de uma industria, mas como em qualquer revolução trens a vapor tornam-se obsoletos e a locomotiva do futuro atropela qualquer pensamento reacionário.

Voltamos a memória humana, quando assisto um filme ou ouço uma canção, esta fica gravada em minha mente, passa então fazer parte do meu imaginário e dependendo do seu conteúdo pode até transformar o meu modo de pensar e ver as coisas, ou seja essa transformação que minha mente sofreu não deixa de ser um download para o meu celebro do filme ou canção que assisti. A pergunta que me ocorreu é a seguinte, esse é um download ilegal?, me apropriei indevidamente dos direitos autorais de alguém? Sou um contraventor? Preciso pagar sobre isso?

Quanto vale os direitos autorais de pensadores como Sócrates, Platão e Descartes? afinal se eles modificaram o modo de pensarmos, logo fizemos downloads ilegais de suas teorias não é!

E quanto vale os direitos de Mozart e Beethoven e outros grandes mestres da música de um tempo antes do capitalismo selvagem?  Pois em toda a música tem um pouco desses mestres , então quem está fazendo pirataria nesse caso? Nós pobres internautas ou os atuais compositores ou indústria fonográfica?

A grande verdade é que o download “ilegal” de qualquer obra, foi desde o principio da humanidade algo legitimamente humano guardado em um HD em nossa cachola com a impressionante capacidade de 10^8432 bits, e foi assim que evoluímos, que a história passou de pai pra filho e de geração pra geração!

E quando transmitir ao meu filho a emoção que sentir ao assistir ao show do Pearl Jam no Brasil, estarei fazendo um dos melhores download inlegal do mundo, que é a transmissão de minha memória, a perpetualização da minha gene, pois foi assim que tornamos humanos!

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