A cultura que cabe em seu bolso

Trabalhar com cultura não é uma das tarefas mais fáceis do mundo, principalmente no Brasil, mas certamente é uma das mais gratificantes.

A cultura que cabe em seu bolso, é assim que a Cultura de Bolso.Org projeta o ano de 2010.

Na área do áudio e vídeo, o cinema ganha mais espaço com a pagina (Cinema Cultura de Bolso) , uma área dedicada a sétima arte, com noticias, trailer, curtas-metragens, criticas de filmes e muitos lançamentos do cinema pelo mundo e o melhor das produções do cinema brasileiro.

Ainda na área de áudio e vídeo, a Cultura de Bolso.Org em 2010, continua investindo mais atenção e suor em seu principal movimento, a Tv de Bolso, que volta totalmente revigorada e com um novo layout mais clean e dinâmico, destacando suas principais produções de áudio e vídeo e abrindo mais espaço para o debate cultural e democrático da internet.

Alem dos tradicionais programas Mundaréu – Cultura e Arte e Espaço em Cena – O Cantinho do Teatro na Internet, em 2010 a Tv de Bolso volta a produzir os programas Debate Aberto, Devaneios Musicais e Papus Bravus, alem de negociar parcerias com novos produtores que queiram vincular suas produções independentes em nosso canal.

Dentre os programas que voltam a nossa grade, o Debate Aberto, sintetiza muito o pensamento da cultura de Bolso.Org, que é de propor um movimento cultural, abrir espaço para novas idéias e ser um espaço democrático cmo descreve o próprio slogan do programa Debate Aberto – Vários lados de uma Mesma Questão!

O programa Mundaréu – Cultura e Arte, apresentado por Elaine Gomes, continua privilegiando a diversidade artística e cultural brasileira e em 2010 vem com o Mundaréu musical com os novos nomes da musica popular brasileira.

arte1 250x150 A cultura que cabe em seu bolsoPara finalizar as noticias na área de áudio e vídeo, o programa Espaço em Cena – O Cantinho do Teatro na Internet, continua apresentando a história dos grandes teatros e os cenários alternativos da produção cultural da cidade de São Paulo, tornando-se uma referencia no meio cultural e da classe artística.

O teatro não é só destaque no programa Espaço em Cena, agora conta também com uma home dedicada exclusivamente para as noticias do mundo do teatro.

Trata-se do Teatro de Bolso que contará com a supervisão editorial da dupla Rita Brafer e Wanderley Damaceno, os mesmos produtores do programa Espaço em Cena.

No Teatro de Bolso, alem de ficar informado sobre as noticias do mundo do teatro, agenda, peças e bastidores, nossos leitores terão a oportunidade de participar ativamente de nossas produções com idéias e sugestões através de nossos canais de comunicação.

A Cultura de Bolso, entra 2010 mantendo a sua missão de ser um movimento cultural, mesmo com as dificuldades de não ter patrocínios, cada pessoa que faz a cultura de Bolso, dedica seu suor e amor a arte!

A Cultura de Bolso.Org é composta por uma equipe de colaboradores das mais variadas origens e orientações ideológicas e que atuam nos segmentos que vão de escritores, poetas, jornalistas, cronistas a atores, diretores e produtores culturais o que proporciona discussões livres e democráticas com qualidade, inovação e know how.

Você tem fome de que?

O homem não vive apenas de água e pasto. Mesmo o caboclo que vive longe dos grandes centros, ara a terra pensando no fim do dia, quando estará com o seu tererê e alguns amigos lavradores, com os olhos cheios d’água e de saudades entoados pelo timbre choroso da viola.

Assim como o caboclo, nem eu, nem o operário e nem o empresário trabalhamos pelo puro acumulo enfim, para qual sentido teria a vida se tudo fosse explicado pelo acumulo de bens que serão um dia consumidos pela terra, quando há muito já tivermos partido? A vida toma sentido pela arte, pela manifestação, pela cultura e é somente a ela que recorremos quando buscamos respostas para a fome interior que não é eliminada pelo pão, mas pela filosofia, pelo diálogo, som, formas e cores. Nos entregaríamos à morte sem pensar quando submetidos às pressõescotidianas que ferem a alma; quando vitimados pelo poder repressivo do assalariador; quando entregues às condições impostas arbitrariamente por aqueles que insistem em fazer do mundo um lugar de dores, caso não houvesse a poesia de poder lapiz o que e cultura 195x150 Você tem fome de que?ver o mundo com outros olhos, de estar em casa e ouvir um velho disco devinil riscado, mas ainda audível e confortante na vitrola que o graveia . No abraço quente do amor que, quando não nos alcança fisicamente, nos é presente na leitura de uma carta, um conto, um livro, um beijo.

Aos sonhadores repletos de sonhos, aos músicos ainda sem disco, aos escritores ainda sem livro, aos poetas que transbordam poesia cotidiana, aos atores que ainda não chegaram ao seu palco. Aqui está a Cultura que cabe no nosso bolso, na nossa bolsa, na nossa tela, no seu mundo. Faça-se da sua casa o redor do mundo e do mundo a sua casa aqui.

Sobre caminhos e trilhas

Existem questões que simplesmente fogem da racionalidade e da lógica. Existem fatos que a ciência não explica e existem exceções a todo tipo de regra…e o homem não é exceção nessa regra.

Escrevo isso porque estou pensando na forma com que as pessoas conduzem suas vidas. Basicamente todos nascemos sob um regime que rege a sociedade, no nosso caso o capitalismo. Este regime nos vê como iguais, por mais diferenças que tenhamos mas, levando em consideração que somos um, mas não somos o mesmo, vencemos a barreira igualdade/diferença e continuamos em busca de uma identidade que nos dê algum motivo humano para viver, que nos motive e nos faça crer que sim, somos diferentes. Nessa hora caímos em um amplo de sabedoria e ignorância chamado escola.

Não vou entrar nos detalhes ou mesmo na discussão se a escola ou o sistema de ensino é benigno ou maligno ou se cumpre seu papel ou não… tão sequer vou colocar a culpa no aluno, pedagogo ou ministro da educação (fica para um próximo texto), mais uma vez lá somos tratados como iguais e nossas aptidões naturais são muitas vezes negligenciadas.

Da escola, ou saímos marginais, ou saímos ovelhinhas. As exceções à regra vem na forma de eu e você (prova disso é ler um site como o Cultura de Bolso). Algum erro na programação nos torna intolerantes ao senso comum, críticos ao sistema e receosos ao dinheiro, sim, muitas vezes avessos ao monetarismo exarcebado. A boa notícia disso é que não passaremos nossas vidas presos à ilusão de que trabalhando conseguiremos enriquecer. A má notícia é que levamos tantas bofetadas da vida e do grande rebanho de homens que, cedo ou tarde, começamos a ver a ignorância como uma bênção e nos arrependemos em diversos níveis de encarar o frio e cruel mundo com o peito aberto (salvo as exceções, mais uma vez).

Por isso é importante domar aquele lobo que criamos dentro de nós e que invariavelmente, num momento de fúria, julga, subestima e destrói tudo ao redor, inclusive a si mesmo. Quantas vezes você, músico, ator, escritor, utopista, sonhador etc, não teve sua auto-estima dilacerada e suas convicções abaladas?

arte 250x150 Sobre caminhos e trilhasÉ preciso, não domar o lobo que habita sua’alma,  mas tê-lo sob observação e sempre do seu lado. É preciso trilhar o caminho do meio quando se é artista, pois somos geralmente pessoas muito vulneráveis aos sentimentos, nossa principal ferramenta de trabalho, e agir com tanta racionalidade quanto emoção na hora de construir nosso caminho profissional, o mundo está do nosso lado nessa era digital e, aqueles que souberem aliar sua arte com o leque de possibilidades existentes hoje, terá um novo mundo em suas mãos, por isso criamos este site.

Eu, por exemplo, resolvi ser um jornalista por aptidão e amor à escrita, sabia desde o primeiro momento que não ganharia muito dinheiro com isso, mas estava em busca de algo maior: satisfação e expressão. Por isso, desde o início, procurei criar meu caminho por entre as letras ao invés de procurar emprego no Estadão ou na Globo, como fez os mesmos 90% de colegas de sala que hoje trabalham com qualquer coisa, menos jornalismo. Criei meu site de subversão e cultura marginal, explorei plataformas e mídias alternativas, fiz contatos e tornei financeiramente investível e rentável. Hoje trabalho com multimeios online. Resultado: Quando veio a queda da obrigatoriedade do diploma de jornalismo, enquanto estudantes e profissionais sentem calafrios na espinha e se manifestam, eu analisei a minha situação e descobri que aquilo não me abalou e nem me fez cócegas. Eu seria mesmo um hipócrita se reclamasse, pois sempre julguei a obrigatoriedade da OMB para músicos.

Bem, voltando às trilhas e passos, razão e emoção, opções e decisões… olhe ao seu redor, veja o mundo que se criou e com ele, as possibilidades que se firmam, principalmente no âmbito da cultura e sua disseminação. No laboratório online para ações offline que oferecemos aqui. Mais do que um site de informação e cultura, este é um convite para a viabilizar a trilha que você deseja construir.

Editorial – Uma cultura, um bolso

editorial junho Editorial   Uma cultura, um bolso1 – Para compreendermos a proposta desse site, é preciso ter o significado da palavra Cultura claro em nossas mentes: Cultura vem do latim e significa cultivar, cuidar. Porém, a palavra cultura foi utilizada pelo antropólogo Edward Burnett Tylor para explicar as práticas e ações sociais que seguem um padrão determinado no espaço.
2 – A palavra arte por sua vez, também vem do latin “ARS”, significa técnica ou habilidade. Arte tenta traduzir conceitualmente as manifestações de ordem estética feitas a partir de percepções, emoções e ideias, funcionando com força de comunicação daquilo que sentimos e pensamos, mas não somos capazes de expressar pelas linhas convencionais do diálogo.
3 – Saindo das explicações técnicas para um primeiro pensamento sobre a Cultura de Bolso.ORG, percebo que o site é um espaço de sentidos e sonhos. A terra da liberdade e do poder da palavra – que pode ser doce ou maldito, conforme o estado de quem a concebe.
E aqui, vomitamos as palavras em estado bruto. Aqui a cultura é a herança mor de nossa terra enquanto a arte, os desígnios e possibilidades exploradas por pessoas escolhidas a dedo para destroçar suas fronteiras e explicar o inexplicável.
Ao entrar aqui, tire seus sapatos, afrouxe sua gravata. Esvazie seus bolsos mentais e permita-se abduzir pelo canto da sereia, deixe-se levar tragado pela gravidade do buraco negro, lugares de onde ninguém nunca retornou para dizer que, onde a vida comum finda, nasce um novo ser: você.
Esta é a nossa meta, esta é a nossa missão. Boa viagem.

Denis Rodrigues
Jornalista

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