Espaço em Cena – Teatro Coletivo
Estivemos no Teatro Coletivo, na Rua da Consolação, 1623, onde o Sérgio Audi nos contou um pouco sobre o Teatro, sobre os projetos e como fazem para “sobreviver”, matando um leão a cada dia.
O Teatro Coletivo, foi Inaugurado em 13 de fevereiro de 2004, com a parceria de 29 empresas e apoiado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, o Teatro Fábrica São Paulo – atual Teatro Coletivo, funciona no edifício onde funcionou a Indústria e Comércio de Rádios INVICTUS, primeira indústria

Foto de Chico Dias
brasileira de rádios, onde a partir de 1943, nos idos da guerra, iniciou a fabricação dos primeiros rádios nacionais e, em meados de 1950, produziu o primeiro televisor no país.
No antigo galpão industrial de 3 andares e 1400 m2, estão instaladas 2 salas de espetáculo teatral, a sala principal com palco italiadno e capacidade para 240 lugares, uma segunda sala na parte superior e 80 lugares e que pode ser configurada tanto como palco italiano como arena, dependendo do espetáculo teatral, ambas equipadas com som e luz, e o porão, espaço mais alternativo para espetáculos com linguagem diferenciada e alternativa. O teatro possui ainda central de criação e produção, cafeteria e área de convivência, além do estacionamento anexo.
Serviço:
Teatro Coletivo
Endereço: Rua da Consolação, 1623
Fone: 011-3255-5922
Site: http://www.teatrocoletivo.com.br/
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O Espaço em Cena é uma produção da Livre Produção Cultural e exibido aqui na Cultura de Bolso
Espaço em Cena – Teatro Lá em Casa
Cá estamos novamente!
E o Teatro que visitamos dessa vez, conhecemos meio por acaso. Estava procurando espaço para o ensaio da nossa nova peça, o pessoal do grupo entrou em contato comigo através de um anúncio no site da Cooperativa Paulista de Teatro e e fui lá conhecer o espaço, a princípio apenas para ensaiarmos lá.
Quando cheguei ao sobrado na Rua Lopes de Oliveira 635, me pareceu uma casa comum, mas quando entrei para conhecer a sala… me senti em casa! No Teatro Lá em Casa. Fiquei encantada logo de cara e já imaginei a nova matéria do Espaço em Cena. E aqui está, o Teatro Lá em Casa pra vocês!
O Espaço foi inaugurado recentemente, em outrubo do ano passado e é administrado em sistema de cooperativa pelo Grupo de Teatro Meio. Tem um café, uma sala para workshops, e, o que é mais interessante, um pequeno teatro, com a platéia cheia de sofás! Sofás, aliás, são a marca registrada do espaço, remetendo à informalidade e ao aconchego de uma casa. E ainda oferecem um capuccino com sequilho, incluso no convite dos espetáculos.
O espaço foi adaptado por uma reforma, realizada pelos próprios integrantes do Grupo, que resultaram em um espaço multiuso no qual podem ser feitas apresentações de diversas linguagens.
Vale muito a pena dar uma passada no Teatro Lá em Casa!
Vamos à matéria! Até a próxima!
Teatro Lá em Casa
Endereço: Rua Lopes de Oliveira, 635 – São Paulo – SP
Email: teatrolaemcasa@gmail.com
Tel: (11) 7628-9995
http://teatrolaemcasa.wordpress.com
Em cartaz
O Gênio em concurso
- Sábados 21h00, domingos as 19h00
(a programação pode ser alterada sem prévio aviso pelo espaço)
Sobre o grupo
O GTM se formou em 2004, e desde então trabalha pautado pela preocupação em fazer um teatro acessível, para quem está acostumado e para quem não está acostumado a freqüentá-lo. Para isso, evita intelectualismos em excesso, soluções cênicas difíceis e a utilização de referências em suas montagens que exijam conhecimento prévio para serem apreendidas. Desde o início tem claro que isto não significa falta de refinamento estético ou superficialidade. Sua opção é pelo simples, não pelo simplório. A expressão “meio” que dá nome ao grupo vem justamente da proposta de trabalhar entre estes dois pólos não excludentes: o do teatro popular e o do teatro político. Apresentações regulares de suas montagens para platéias inabituais de teatro como as formadas por moradores de rua de albergues e moradores da periferia extrema da cidade atestam que este objetivo vem sendo alcançado, considerando a empatia que vem estabelecendo com estes públicos.
Em sua primeira montagem tematizou os próprios excluídos com a adaptação de Ralé, de Máximo Górki, em versão intitulada Ralé Ainda Pulsa, que cumpriu temporada no Teatro Sérgio Cardoso no início de 2005. Considerando ainda grande a distância entre o espetáculo e o espectador médio, partiu para a proposta radical de uma experiência sensorial com o mesmo espetáculo. Dispostos a inserir o público efetivamente na atmosfera de vida de um cortiço, transformou, não sem grande esforço de produção, as ruínas do Castelinho da Rua Apa, nos Campos Elíseos, em um cortiço típico da capital paulistana. Ao assistir o espetáculo, o espectador precisava atravessar este cortiço com a vida pulsando dentro dele, com cheiros, sons e imagens diversas. Além de presenciar a miséria real dos moradores de rua que se aglomeram em torno do próprio Castelinho, embaixo do Minhocão. Esta montagem obteve um grande sucesso de público conquistado especialmente pelo boca-a-boca e permaneceu em cartaz por alguns meses em 2006.
O objetivo seguinte foi direcionar a pesquisa para uma comunicação direta e aberta com o público para a linguagem. Procurávamos uma forma de fácil empatia não obstante viesse munida com uma dose palpável de conteúdo crítico. Desembocamos assim na comédia. O texto escolhido para essa segunda montagem foi Assim é, se lhe parece, de Luigi Pirandello, universal e profundo em sua temática sobre a relatividade da verdade, e que por ser constituído quase como uma brincadeira, permitia experimentações diversas. A adaptação encenada chamou-se Assim Parece e cumpriu temporada no Teatro dos Satyros em 2007. As maiores aquisições desta montagem foram a incorporação da figura épica do narrador em completa sintonia e cumplicidade com o público e o sistema de rodízio dos atores na interpretação das diversas personagens da peça, numa leitura particular do conhecido “sistema coringa” criado no Teatro de Arena de São Paulo nos anos 60.
A pesquisa no terreno da comédia estimulou o grupo que passou a procurar um texto que se aproximasse especificamente da realidade brasileira. Foi encontrar a base para uma nova adaptação em uma peça escrita em 1861 por Joaquim Manuel de Macedo, A Torre em Concurso. Atuando em duas frentes críticas ainda muito atuais – a falta de ética e coerência de nossa classe política, e a falta de auto-respeito nacional diante do que é estrangeiro – mais a possibilidade de ataque a uma terceira frente, a mania nacional de assistir novelas, o texto nos pareceu a base ideal para a continuação da nossa pesquisa. O aprofundamento de outras experiências caras ao grupo como a utilização da figura do narrador e o sistema de rodízio entre atores também foi possível com esta nova encenação. Assim, a adaptação se chama O Gênio em Concurso e tem estréia prevista ainda para o ano de 2008.
Finalmente, o GTM prevê para 2009 a continuidade da crítica aos costumes nacionais através da comédia em uma nova incursão no teatro brasileiro do século XIX, de onde partirá a inspiração para um espetáculo baseado nas revistas de ano, grande sucesso da época.
Certo ou errado, uma proposta artística muitas vezes ganha força e consistência quando se posiciona contrariamente a outras, numa tomada clara de posição. O GTM respeita a pluralidade, mas esteticamente se posiciona no campo oposto ao do espetáculo excessivamente acadêmico e cerebral, de difícil assimilação devido a cifradas opções estéticas e que acaba por se destinar, basicamente, a quem já faz ou está habituado â linguagem teatral. É o que chamamos de “teatro para iniciados”, que temos como premissa básica evitar.
De seu início, o GTM traz os atores Paulo Firs, Tatiana Mohr e Emerson Vieira, além do diretor Alexandre Brasil. Em 2006, uniu-se ao grupo Miguel Prata, na montagem de Ralé Ainda Pulsa no Castelinho da Rua Apa, depois Caio Paduan em Assim Parece, e finalmente Livia La Gatto em O Gênio em Concurso, completando a formação atual. Destes sete artistas, quatro estão ligados ao núcleo de artes cênicas da ECA/USP, uma formou-se no curso de Artes do Corpo da PUC, e outros dois são atores profissionais por tempo de trabalho. Outros dez atores passaram pelo grupo em participações nas montagens realizadas neste meio tempo.
Espaço em Cena – Espaço dos Fofos
Descendo a Av. Brigadeiro Luiz Antônio, um pouco antes de chegarmos ao Teatro Imprensa, entramos numa “ruazinha” de casa coloridas, uma vila, estamos na Rua Adoniran Barbosa. E é nessa vila, no final da rua, que está localizado o Espaço dos Fofos. E foi lá a visita do Espaço em Cena dessa vez.
O grupo Os Fofos Encenam surgiu em 1992, no curso de Artes Cênicas da Unicamp, com atividades de pesquisa direcionadas ao riso e as raízes do cômico dentro da grade curricular da faculdade. Se reencontraram em 2000 para a montagem de Deus Sabia de Tudo…, de Newton Moreno, espetáculo que marcou a transformação do grupo em companhia profissional de teatro de repertório.
A sede foi inaugurada em 2007, pela necessidade que tinham de um espaço próprio, onde não tivessem horário para chegar ou sair, tendo um cotidiano de pesquisa. Precisavam de um espaço permanente e por isso eles procuraram um galpão amplo que pudesse se adaptar aos diversos estilos de palco (arena, italiano, corredor etc). O Edu Reyes conta tudo isso pro Wanderley na matéria, detalhes de como conseguiram o espaço, como começaram a concretizar esse que é o sonho, se não de todo mundo, de quase todo mundo que faz teatro.
Além da sala de espetáculo e camarins, a sede abriga foyeur, cafeteria, espaço anexo (que também pode ser usado para apresentações) e ateliê de cenografia e figurino.
Tudo no galpão da Rua Adoniran Barbosa, 151 é a cara do grupo. Realmente fizemos uma visita à casa dos Fofos. E foi exatamente assim que o Edu Reyes nos recebeu, como os melhores anfitriões recebem em casa. Nos mostrou cada canto, a decoração feita com pastilhas (já que o galpão antes da reforma era um antigo depósito de pastilhas), o jardim, camarins, o cenário do espetáculo Memória da Cana, objetos utilizados na peça, como por exemplo a peculiar máquina que faz som de vento!
A matéria está imperdível! Vejam, comentem e até o próximo Espaço em Cena!
Na matéria:
Espaço dos Fofos (Rua Adoniran Barbosa, 151)
Tel: (11) 3101.6640
http://www.osfofosencenam.com.br/
Em cartaz
Memória da Cana – Direção: Newton Moreno
- Sábados 21h00, domingos as 19h00 e segundas as 20h00
Até 12 de abril
(a programação pode ser alterada sem prévio aviso pelo espaço)
Espaço em Cena – Teatro de Arena Eugênio Kusnet
Após os teatros da Pça Roosevelt, o Espaço em Cena atravessa a Rua da Consolação e chega ao número 94 da Rua Teodoro Baima, onde fica o Teatro de Arena Eugênio Kusnet, um dos marcos da história do nosso teatro.
O Arena surgiu como grupo em 1953, como uma alternativa à cena teatral da época com a intenção de apresentar produções de baixo custo e principalmente promover a renovação e nacionalização do teatro brasileiro. Depois de atuar por 2 anos em espaços improvisados, em 1955 foi inaugurado o espaço, o Teatro de Arena. Atualmente o teatro é administrado pela Funarte e quem nos recebeu para nos apresentar o espaço e contar um pouco da sua história foi o Jery Delmondes.
Após ser reformado pela Funarte, o Arena foi reinaugurado em 2008 com o espetáculo Chapetuba Futebol Clube de Oduvaldo Vianna Filho, com direção de um dos seus fundadores, o diretor e dramaturgo José Renato.
Quem ainda não conhece o Teatro de Arena, precisa conhecer! E quem já conhece, não pode deixar de voltar sempre!
Na matéria:
Teatro de Arena Eugênio Kusnet (Rua Teodoro Baima, 94)
Tel: (11) 3256-9463
Mais sobre a história do Arena: http://wwww.uol.com.br/teatrodearena
Em cartaz
DDP4469 – Direção: Aurea Karpor
- Sextas e sábados 21h00 e domingos as 20h00
(a programação pode ser alterada sem prévio aviso pelo espaço)


