Mundaréu – Literatura de Cordel com João Gomes de Sá
“Sou João Gomes de Sá
Natural das Alagoas
Aprendi fazer cordel
Pra falar de coisas boas
Levando a nossa cultura
Para todas as pessoas.”
Com esses versos rimados, o autor João Gomes de Sá se apresenta para o publico infantil, que o escuta atentamente e encantados com os versos bem costurados e deliciosos como comer um pastel, e assim João mantém viva para as futuras gerações a literatura de Cordel.
João Gomes de Sá apresentou para o programa Mundaréu o seu mais novo trabalho sobre a história de Alice no País das Maravilhas, até ai poderia dizer que era apenas uma nova edição desse clássico infantil com personagens com características estrangeiras, mas João Gomes de Sá, natural de Alagoas, recriou Alice através da literatura de cordel para falar de coisas boas e assim levar nossa cultura para todas as pessoas!
Para entender melhor, assista o programa Mundaréu e veja esse rico trabalho realizado nas livrarias de São Paulo com a literatura de cordel de João e suas histórias contadas por Elaine Gomes.
Aproveitando visitem o site de Elaine Gomes dedicado ao seu trabalho de contadora de história! http://www.elaine.culturadebolso.org/
O que é literatura de Cordel?
O que é e origem
A literatura de cordel é uma espécie de poesia popular que é impressa e divulgada em folhetos ilustrados com o processo de xilogravura. Também são utilizadas desenhos e clichês zincografados. Ganhou este nome, pois, em Portugal, eram expostos ao povo amarrados em cordões, estendidos em pequenas lojas de mercados populares ou até mesmo nas ruas.
Chegada ao Brasil
A literatura de cordel chegou ao Brasil no século XVIII, através dos portugueses. Aos poucos, foi se tornando cada vez mais popular. Nos dias de hoje, podemos encontrar este tipo de literatura, principalmente na região Nordeste do Brasil. Ainda são vendidos em lonas ou malas estendidas em feiras populares.
De custo baixo, geralmente estes pequenos livros são vendidos pelos próprios autores. Fazem grande sucesso em estados como Pernambuco, Ceará, Alagoas, Paraíba e Bahia. Este sucesso ocorre em função do preço baixo, do tom humorístico de muitos deles e também por retratarem fatos da vida cotidiana da cidade ou da região. Os principais assuntos retratados nos livretos são: festas, política, secas, disputas, brigas, milagres, vida dos cangaceiros, atos de heroísmo, milagres, morte de personalidades etc.
Em algumas situações, estes poemas são acompanhados de violas e recitados em praças com a presença do público.
Um dos poetas da literatura de cordel que fez mais sucesso até hoje foi Leandro Gomes de Barros (1865-1918). Acredita-se que ele tenha escrito mais de mil folhetos. Mais recentes, podemos citar os poetas José Alves Sobrinho, Homero do Rego Barros, Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva), Téo Azevedo. Zé Melancia, Zé Vicente, José Pacheco da Rosa, Gonçalo Ferreira da Silva, Chico Traíra, João de Cristo Rei e Ignácio da Catingueira.
Vários escritores nordestinos foram influenciados pela literatura de cordel. Dentre eles podemos citar: João Cabral de Melo, Ariano Suassuna, José Lins do Rego e Guimarães Rosa.
(fonte: http://www.suapesquisa.com)


