Crítica do filme 500 Dias com Ela
São Paulo, 10 de dezembro de 2009
São Paulo, 10 de dezembro de 2009
Marc Webb ganhou notoriedade, dos anos 90 para cá, como diretor de videoclipes, e agora, como muitos colegas de profissão, migra para o cinema com a história de Tom, jovem tímido, que formou-se em Arquitetura, mas trabalha escrevendo cartões de felicitação. Solitário e frustrado, não vislumbra grandes rumos em sua vida. Quando seu chefe contrata uma nova secretária, Summer, ele vê seu ideal de amor tomar finalmente forma. Linda, espirituosa e inteligente, ela gosta das mesmas coisas que ele. Eles saem algumas vezes, e a lista de afinidades não para de crescer. Tom se apaixona perdidamente, mas Summer, que acredita que o amor não passa de uma fantasia, quer apenas se divertir.
(500) Dias com Ela é um delicioso filme que junta roteiro e direção originais, divertidos e inspirados pela linguagem pop e pela linguagem do videoclipe. O filme vai além dos limites da comédia romântica, inverte as tradicionais posições do par amoroso (ao invés da mulher romântica e sentimental, tem-se o homem nesse papel), não se prende à linearidade, preocupa-se com o desenvolvimento dramático das personagens, ousa na estrutura, diverte e emociona. É o tipo de filme comercial de qualidade e peculiaridade que gostaríamos de ver sempre, que trás um frescor já tão raro, tendo uma cara inegavelmente contemporânea.
500 Dias com Ela
(500) Days of Summer. EUA, 2009. De Marc Webb. Com Joseph Gordon-Levitt, Zoey Deschanel. Comédia romântica/Drama. 95 min.
NOTA: 8,5
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