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Crítica do filme Lua Nova

São Paulo, 23 de novembro de 2009

A série de livros escrita pela americana Stephanie Meyer e que se tornou sucesso de vendas no mundo todo, agora tem mais um de seus exemplares adaptado para o cinema. Lua Nova dá seqüência ao que vimos em Crepúsculo: a história do difícil amor entre a adolescente Isabella Swan e o vampiro Edward Cullen e todos os perigos que os circundam.

O primeiro filme foi realizado com orçamento moderado e alcançou grande sucesso de bilheteria, possibilitando que Lua Nova tivesse um orçamento muito maior, que se reflete na melhora dos efeitos visuais e especiais, muito criticados no filme anterior, e na produção geral do filme.

A troca de diretores, de Catherine Hardwicke para Chris Weitz, é perceptível pela mudança da linguagem mais solta e “indie” de Hardwicke, para a mais firme e padronizada de Weitz. Este acaba exagerando nos closes e primeiros planos, que dominam grande parte do filme, incomodando não só pela repetição e pela limitação do olhar do espectador, mas também por aproximar tanto a câmera de atores tão ruins e inexpressivos, tirando a validez desse tipo de forma de filmar. O diretor também não sabe lidar muito com os atores, peca no ritmo e no clima, que, muito embora seja em si diferente do primeiro filme, acaba destoando muito, causando carência de ligação entre eles.

Mas o principal problema de Lua Nova, e que fazem-no inferior a seu antecessor, é o roteiro. A autora dos livros não tinha uma história sólida para escrever e acabou transformando o segundo livro em um alongado gancho com referências para os exemplares seguintes e, assim, o filme carece de fatos, resultando numa trama em que nada acontece, em que falta conflito, em que se aposta na exploração e desenvolvimento de personagens rasas e unidimensionais, que não servem para tal proposta. O filme soa tedioso, não tem o encanto do encontro do par romântico e as dificuldades que se instauram, nem uma ameaça forte o bastante. É tudo fraco de mais, um fiapo de história e, sem história, nenhuma ficção se sustenta.

>> Lua Nova

New Moon. EUA, 2009. De Chris Weitz. Com Kirsten Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner. 120min. Romance/Drama

NOTA: 4

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