Escutar não é ouvir – a importancia da comunicação
Escutar as pessoas nem sempre é fácil; às vezes é tão chato agüentar o falatório que dá até vontade de usar um protetor auricular só para se proteger do massacre verbal. Com o tempo, as pessoas se cansam tanto de algumas conversas que até correm o risco de generalizar e se fechar para quase todos aqueles que desejam falar com elas.
Pesquisas recentes indicam que de maneira geral, usamos apenas 25% da nossa capacidade de audição, e se a comunicação for de boa qualidade, do total ouvido menos de 30% serão lembrados
A maioria de nós devido ao ritimo acelerado e o alto acumulo de informações, prefere ficar numa situação mais cômoda e ouvir de maneira passiva, sem analisar ou interpretar o que está sendo falado. Quase sempre, nessas circunstâncias, apenas fingimos que estamos prestando atenção, enquanto os nossos pensamentos estão voltados para outros assuntos.
Surge esquecimentos, erros, atritos de relacionamentos ( não é raro ouvir após uma discussão de casais a expressão “ ele não me escuta!”)
Escutar não é ouvir. Ouvir pode ser descrito como um processo neurofisiológico. Ouvimos que é dito no campo do significado estrito das palavras. Bola é bola, coca é coca, mulher é mulher. Ouvir é do campo dos sentidos. Uma pessoa com deficiência visual pode definir cores, lugares emoções e afetos fazendo um uso refinado da escuta (O pior cego é o que não quer ouvir!)
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Escrito por: Davi Sant´anna em 13/03/2010
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