Estudo sobre alcoolismo

O alcoolismo é a terceira causa de aposentadoria por invalidez no Brasil e ocupa o segundo lugar entre os diversos transtornos mentais registrados no país. Estima-se que 60% da população brasileira use algum tipo de bebida alcoólica e boa parcela faz o uso compulsivo dessas bebidas.

Nosso principal objetivo nesse trabalho foi de compreender  a funcionalidade do tratamento de recuperação utilizados pelos Alcóolicos Anônimos   uma entidade sem fins lucrativos de auto ajuda e a interação dos seus membros que compartilham as experiências , forças e esperanças e a fim de solucionar os problemas comum entre eles que é o mal do alcoolismo.

Esse trabalho foi realizado no Alcóolicos anônimos de Itaquera  nos meses de Abril , Maio e Junho de 2001 visando compreender um pouco da história da entidade suas tradições e ideais, como ela foi formada , qual metodologia é utilizada no tratamento , e a interação dos membros e como eles se portam diante de seus estigmas.

Aspectos históricos

O uso de bebidas alcoólicas é tão antigo quanto a própria Humanidade. Beber moderada e esporadicamente faz parte dos hábitos de diversas sociedades.

Toda a história da humanidade está permeada pelo consumo de álcool. Registros arqueológicos revelam que os primeiros indícios sobre o consumo de álcool pelo ser humano datam de aproximadamente 6000 A.C., sendo portanto, um costume extremamente antigo e que tem persistido por milhares de anos. A noção de álcool como uma substância divina, por exemplo, pode ser encontrada em inúmeros exemplos na mitologia, sendo talvez um dos fatores responsáveis pela manutenção do hábito de beber ao longo do tempo.

Inicialmente, as bebidas tinham conteúdo alcoólico relativamente baixo, como por exemplo o vinho e a cerveja, já que dependiam exclusivamente do processo de fermentação. Com o advento do processo de destilação, introduzido na Europa pelos árabes na Idade Média, surgiram novos tipos de bebidas alcoólicas, que passaram a ser utilizadas na sua forma destilada. Nesta época, este tipo de bebida passou a ser considerado como um remédio para todas as doenças, pois “dissipavam as preocupações mais rapidamente do que o vinho e a cerveja, além de produzirem um alivio mais eficiente da dor”, surgindo então a palavra whisky (do gálico “usquebaugh”, que significa “água da vida”).

A partir da Revolução Industrial, registrou-se um grande aumento na oferta deste tipo de bebida, contribuindo para um maior consumo e, aumento no número de pessoas que passaram a apresentar algum tipo de problema devido ao uso excessivo de álcool.

Determinar o limite entre o beber social, o uso abusivo ou nocivo de álcool e o alcoolismo (síndrome de dependência do álcool) é por vezes difícil, pois esses limites são tênues, variam de pessoa para pessoa e de cultura para cultura.

A palavra alcoolismo foi empregada, pela primeira vez em 1856, por um médico sueco, Magnus-Huss, como o conjunto das conseqüências da ingestão do álcool.

O conceito da O.M.S.(Organização Mundial da Saúde), alcoólatra é um bebedor excessivo, cuja dependência ao álcool chegou ao ponto de criar transtornos em sua saúde, física e mental; nas relações interpessoais e na sua função social e econômica e que, por isso, necessita de tratamento.

Depressor geral do SNC(Sistema nervoso central) em baixas doses deprime o sistema reticular liberando o córtex e promovendo euforia e desinibição comportamental, sedação e com o aumento da dose, hipnose.

O conjunto das ações sedativas, desinibidora e hipnóticas, aliado à facilidade de

obtenção, tornam as bebidas excelentes mascaradores ou conteporizadores de situações de tensão emocional. Entre 1 e 10% da população mundial acima de 15 anos, consome diariamente o equivalente a 150 ml de etanol puro, que é considerado como uso excessivo. Cerca de 9 milhões de pessoas nos Estados Unidos são alcoólatras e metade dos casos de cirrose hepática na Inglaterra são atribuídos ao álcool.

A dependência ao álcool é diagnosticada quando ocorre consumo excessivo, ou com freqüência ou em situações consideradas impróprias para os padrões culturais do indivíduo ou ainda quando esse conjunto é suficientemente grande para comprometer a sua saúde ou seu funcionamento social.

As características da dependência do álcool são assim sumarizadas pela OMS-Organização Mundial da Saúde:

1 -     Dependência psíquica leve e intensa;

2 -     dependência física que é detectável apenas após consumo consideravelmente maior que o normalmente aceito pela sociedade;

3 -     Desenvolvimento de tolerância que é irregular e incompleta, com persistência dos distúrbios de comportamento conseqüentes aos efeitos farmacodinâmicos da droga. Tolerância cruzada mútua mas incompleta entre álcool e barbitúricos(existe tolerância cruzada entre álcool e outros hipnóticos e ansiolíticos).

4 -     São conseqüências freqüentes do alcoolismo, alterações orgânicas devido à alimentação e higiene inadequadas, como hipovitaminoses, cirrose hepática, neuropatias periféricas e centrais.

5 -     A síndrome de abstinência ao álcool pode chegar ao “delirium tremens” que uma síndrome constituída por desorientação, agitação, febre alta, alucinações visuais e tácteis, tremores, distúrbios hidro-eletrolíticos e que se não tratados pode ser fatal. Esta síndrome caracteristicamente desaparece após a ingestão de álcool .

Estima-se que cerca de 10% das mulheres e 20% dos homens façam uso abusivo do álcool; 5% das mulheres e 10% dos homens apresentam a síndrome de dependência do álcool ou alcoolismo. Sabe-se também que o álcool está relacionado a 50% dos casos de morte em acidentes automobilísticos, 50% dos homicídios e 25% dos suicídios. Freqüentemente pessoas portadoras de outras doenças mentais (p. ex., ansiedade, pânico, fobias, depressão) apresentam também problemas relacionados ao uso de álcool.

Para compreender melhor os problemas relacionados ao alcoolismo é importante saber de algumas definições:

Intoxicação aguda: é a condição que ocorre após a ingestão de bebidas alcoólicas. É conhecida com os mais variados nomes: embriaguez, bebedeira e outros tantos. O grau de intoxicação depende do tipo e da quantidade de bebida ingerida, da condição física da pessoa, da rapidez da ingestão, se a pessoa está ou não em jejum. As alterações do comportamento observadas na pessoa alcoolizada se relacionam ao nível de álcool no sangue (este é medido com aparelhos como p. ex. o “bafômetro”).

Uso nocivo ou abusivo: Caracteriza-se por uma ingestão de bebida alcoólica que causa algum tipo de prejuízo para a pessoa. Pode ser físico, mental, familiar, profissional ou social.

Síndrome de dependência: Nesta situação a bebida alcoólica se torna uma prioridade para o indivíduo, em detrimento de outras atividades cotidianas. Caracteriza-se por um desejo descontrolado, irresistível de consumir bebidas alcoólicas. A pessoa também perde o controle do consumo, bebendo quantidades exageradas e freqüentemente. Se o consumo diminuir ou interromper subitamente aparecem sintomas físicos e psíquicos de abstinência, ou seja, da falta do álcool. A síndrome de abstinência caracteriza-se por tremores, sudorese, aumento da pulsação, náuseas, insônia, agitação, ansiedade; em casos mais graves podem ocorrer convulsões e o delirium tremens (além dos sintomas descritos, a pessoa fica confusa, começa a ter alucinações, em geral ‘visões’ de bichos nas paredes ou andando pelo corpo). Com o consumo continuo do álcool desenvolve-se a tolerância, caracterizada pela necessidade de consumir doses crescentes de bebida alcoólica para obtenção de efeitos que originalmente eram obtidos com doses mais baixas. Há um abandono progressivo de interesses, atividades ou prazeres, ficando a vida cada vez mais concentrada na bebida. A maior parte do tempo da pessoa é ocupada com a busca, o consumo da bebida ou a recuperação de seus efeitos. A pessoa continua bebendo apesar das evidencias claras dos prejuízos físicos, psicológicos, familiares e sociais que vem sofrendo.

Aspectos gerais:

Apesar do desconhecimento por parte da maioria das pessoas, o álcool também é considerado uma droga psicotrópica, pois ele atua no sistema nervoso central, provocando uma mudança no comportamento de quem o consome, além de ter potencial para desenvolver dependência.

O álcool é uma das poucas drogas psicotrópicas que tem seu consumo admitido e até incentivado pela sociedade. Esse é um dos motivos pelo qual ele é encarado de forma diferenciada, quando comparado com as demais drogas.

Apesar de sua ampla aceitação social, o consumo de bebidas alcoólicas, quando excessivo, passa a ser um problema. Além dos inúmeros acidentes de trânsito e da violência associada a episódios de embriaguez, o consumo de álcool a longo prazo, dependendo da dose, freqüência e circunstâncias, pode provocar um quadro de dependência conhecido como alcoolismo. Desta forma, o consumo inadequado do álcool é um importante problema de saúde pública, especialmente nas sociedades ocidentais, acarretando altos custos para sociedade e envolvendo questões médicas, psicológicas, profissionais e familiares.

Efeitos agudos:

A ingestão de álcool provoca diversos efeitos, que aparecem em duas fases distintas: uma estimulante e outra depressora.

Nos primeiros momentos após a ingestão de álcool, podem aparecer os efeitos estimulantes como euforia, desinibição e loquacidade (maior facilidade para falar). Com o passar do tempo, começam a aparecer os efeitos depressores como falta de coordenação motora, descontrole e sono. Quando o consumo é muito exagerado, o efeito depressor fica exacerbado, podendo até mesmo provocar o estado de coma.

Os efeitos do álcool variam de intensidade de acordo com as características pessoais. Por exemplo, uma pessoa acostumada a consumir bebidas alcoólicas sentirá os efeitos do álcool com menor intensidade, quando comparada com uma outra pessoa que não está acostumada a beber. Um outro exemplo está relacionado a estrutura física; uma pessoa com uma estrutura física de grande porte terá uma maior resistência aos efeitos do álcool.

O consumo de bebidas alcoólicas também pode desencadear alguns efeitos desagradáveis, como enrubecimento da face, dor de cabeça e um mal-estar geral. Esses efeitos são mais intensos para algumas pessoas cujo organismo tem dificuldade de metabolizar o álcool. Os orientais, em geral, tem uma maior probabilidade de sentir esses efeitos.

Conseqüências físicas do alcoolismo:

O uso excessivo de bebidas alcoólicas pode afetar praticamente todos os órgãos e sistemas do organismo. O aparelho gastrintestinal é particularmente atingido. Podem ocorrer gastrites, ulceras, inflamação do esôfago, pancreatite; as lesões no fígado podem levar à cirrose. Outros aparelhos atingidos são o cardiocirculatório (podendo ocorrer pressão alta, infarto do miocárdio), o sistema nervoso (epilepsia, lesões em nervos periféricos) e o geniturinário (impotência). Podem ocorrer também doenças devido a deficiências de vitaminas e alterações no sangue. O uso de álcool por mulheres grávidas pode levar a malformações no feto com retardo mental, malformações no coração, membros, crânio e face (síndrome fetal do álcool).

Conseqüências psíquicas do alcoolismo:

A embriaguez ou intoxicação aguda pelo álcool é bem conhecida. A pessoa pode ficar agitada, falante, eufórica, com incoordenação motora, rubor facial. Por vezes o quadro de embriaguez é acompanhado de um esquecimento dos fatos ocorridos durante a embriaguez (“blackout”). Algumas pessoas ficam embriagadas com doses muito pequenas de bebidas alcoólicas – este quadro é denominado intoxicação patológica ou idiossincrática.

Na síndrome de dependência ocorre o uso exagerado, continuo de álcool por muito tempo. Há um desejo intenso de beber e necessidade de beber quantidades cada vez maiores para obter o mesmo efeito (tolerância). As atividades da pessoa giram em torno da obtenção de bebidas, ocorrem prejuízos nas demais atividades, como falta ao trabalho, queda do rendimento no trabalho e convívio familiar.

Outra característica da síndrome de dependência é a síndrome de abstinência. Ocorre em geral com a interrupção ou redução abrupta da quantidade de bebida ingerida. A síndrome de abstinência caracteriza-se por tremores, sudorese, aumento da pulsação, insônia, náusea ou vomito, ansiedade e agitação. Quando se torna mais grave surgem ainda as alucinações, em geral na forma de “visões” de animais ou fios na parede ou no ar ou da sensação de formigamento ou de bichos andando pelo corpo da pessoa. Este quadro é chamado de delirium tremens e é ainda acompanhado de febre, convulsões e confusão mental (a pessoa não consegue conversar direito, confunde objetos e pessoas, não sabe informar sobre datas ou local onde se encontra). O delirium tremens é um quadro grave e necessita de tratamento hospitalar.

Com freqüência, após um delirium tremens, a pessoa desenvolve um quadro caracterizado por esquecimento de fatos que ocorreram recentemente. É denominado amnésia induzida pelo álcool ou síndrome de Korsakoff.

Tratamento:

O tratamento do alcoolismo é bastante complexo e depende do tipo de quadro que o paciente apresenta. Em termos genéricos, o primeiro passo é evidentemente a conscientização do problema e a interrupção total do uso de bebidas alcoólicas (abstinência). A chamada “desintoxicação” pode ser feita em casa ou, em casos mais graves, em hospital, mas sempre sob cuidado médico. Nesse período é feita também a avaliação e o tratamento dos danos físicos e mentais decorrentes do álcool.

Após a recuperação inicial, segue-se a manutenção da abstinência. A maioria dos trabalhos mostra que a abstinência deve ser total e completa. Uma “bebidinha” de vez em quando abre caminho novamente para a dependência na grande maioria dos casos. Assim é preciso muito esforço e muito apoio para que a pessoa fique distante das bebidas alcoólicas e de outros produtos que contem álcool.

Há alguns medicamentos que podem ajudar a manter a abstinência, os quais devem ser prescritos e seu uso acompanhado pelo médico. O mais conhecido deles é o dissulfiram. Este medicamento deve ser tomado diariamente; ele provoca uma reação extremamente desagradável se a pessoa que o está utilizando ingere mesmo pequenas quantidades de álcool. Com isto cria-se uma aversão ao uso do álcool. Outros medicamentos, entre eles o naltrexone, diminuem a vontade de beber e podem contribuir na recuperação.

A psicoterapia desempenha papel fundamental na recuperação. Procurar buscar com o paciente os motivos que o levam a beber e auxiliar na resolução dos conflitos permitem a construção de uma personalidade mais madura, capaz de lidar com as adversidades sem precisar se refugiar na bebida.

Os grupos de auto-ajuda (Alcoólicos Anônimos e outros) também são muito importantes na recuperação da dependência do álcool.

Caracterização do Alcóolicos Anônimos

Alcóolicos Anônimos é uma irmandade de homens e mulheres que compartilham suas experiências, forças e esperanças, a fim de resolver seu problema comum e ajudar outros a se recuperarem do alcoolismo.

O único requisito para se tornar membro é o desejo de parar de beber. Para ser membro de A.A. não há necessidade de pagar taxas ou mensalidades; somos auto-suficientes, graças às nossas próprias contribuições.

Alcóolicos Anônimos interessa-se unicamente pela recuperação individual e manutenção da sobriedade dos alcoólicos que procuram ajuda na Irmandade. A.A. não se envolve nos campos de pesquisa sobre alcoolismo, de tratamento médico ou psiquiátrico, na educação ou propaganda de qualquer espécie, embora seus membros, particularmente, possam participar de tais atividades.

A Irmandade tem adotado uma política de “cooperação sem afiliação” com outras organizações que se interessam pelo problema alcoolismo.

A experiência de A.A. sempre tem estado livremente à disposição de quem a busque – pessoas ligadas ao comércio, indústria e serviços, à religião, educadores, profissionais das áreas de saúde e justiça, representantes de instituições, de sindicatos e muitos outros. Alcoólicos Anônimos não apoia ou se afilia a outros programas no campo do alcoolismo, nem expressa nenhuma opinião a respeito, já que tais ações estariam fora do objetivo primordial da Irmandade.

Alcóolicos Anônimos no Brasil

Pouco se tem documentado sobre a formação do primeiro Grupo de A.A. no Brasil. O que se pode afirmar é que esse Grupo inicialmente era formado por norte-americanos a serviço no Rio de Janeiro e que o idioma das reuniões, sediadas nas casas ou apartamentos dos companheiros, era o inglês. A maior dificuldade que Herb teve, aparentemente, foi a de não falar fluentemente o português. Ele queria transmitir a mensagem de recuperação a brasileiros ou a quem falasse fluentemente o nosso idioma, pois sabia que quando de sua volta aos Estados Unidos, provavelmente todo o seu trabalho seria perdido.

Alguns pontos, inclusive a data do início do “A.A. Rio Nucleus” ou Grupo A.A. do Rio de Janeiro, durante tempos foram envoltos em mistério e em controvérsias. Vamos agora fazer uma parada na dissertação e dar uma olhada num fato sobre a formação desse Grupo.

Pudemos observar que o livro de registros do Grupo A.A. do Rio de Janeiro, na data de 29/8/50 traz a seguinte anotação:

“Data – aniversário.

Na reunião de hoje deliberamos comemorar o 3º (terceiro) aniversário da Fundação do Grupo A.A. do Rio de Janeiro no dia 5 (cinco) de setembro próximo.

A referida data ficará, por tradição, como a data oficial da fundação do Grupo.

Rio de Janeiro, 29 de agosto de 1950.

Fernando, secretário.”

Esse registro documentado é a mais clara evidência de que a data de início do primeiro Grupo de A.A. no Brasil foi 5 de setembro de 1947. Infelizmente o secretário não menciona detalhes como: onde foi realizada a reunião inaugural, quem foram os participantes dessa reunião etc.

Descrição das atividades realizadas no AA

Conclusão final

Nas reuniões nas quais participamos nos Alcóolicos Anônimos , ficou bem claro a importância do AA e do Al-Anom  para os seus membros . Se a religião é um meio de religar o homem à Deus , para as pessoa estigmatizada   entidade como o AA uma maneira de refazer suas vidas ou um uma forma de buscar a cura  na medida em que se aproximam mais de suas deficiências .

Segundo relatos obtidos nas reuniões do AA ,geralmente as pessoas não aceitam determinadas características indesejáveis a si, mais facilmente projetam em outras pessoas ou grupos , mas estando diante de pessoas que apresentam de fato as mesmas características fica mais fácil para o indivíduo encarar o problema de frente e buscar uma saída , no caso dos alcóolicos eles se mostram mais fortes para suportar o vicio e esperançosos pôr uma vida melhor pelo fato de trocar experiências  com pessoas que compartilham  do mesmo mal , no caso o alcoolismo

Segundo “ Goffiman” associações como o AA apresentam a seus membros uma doutrina completa , lhe possibilitando um novo estilo de vida , como se estivesse iniciando do zero , impulsionando o indivíduo a um minucioso inventário sobre a sua vida , a sua visão de mundo e a maneira que se relacionam com o meio .

Na visão psicanálitica é a reorganização harmoniosa e unificada  do id , ego e superego que através de um funcionamento conjunto e cooperativo , permitem ao indivíduo realizar com o ambiente uma interação satisfatória .

Bibliografia

Se você for um profissional
Alcoólicos Anônimos quer trabalhar com você
Direitos Autorais © 1986
Traduzido do Inglês com permissão de
Alcoholics Anonymous World Services, Inc. (A.A.W.S.).

Um recém-chegado pergunta
Traduzido para o Português e editado com autorização pela
JUNAAB – Junta de Serviços Gerais de A.A. do Brasil
Caixa Postal 3180 – Cep 01060-970 – São Paulo, SP – Brasil
1ª Edição em Português – 1983

Alcoólicos Anônimos em sua Comunidade
Direitos Autorais © 1966
Traduzido e adaptado do Inglês com permissão de
Alcoholics Anonymous World Services, Inc. (A.A.W.S.).

Canguilhm,georges O normal e o Patológico (1943).Rio de Janeiro, Forense

Universitária

http://www.alcoolicosanonimos.org.br. visitada em 16/06/2001

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