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Lágrimas de chuva

Dorme em silêncio, em pranto, sem pestanejar a dor aguda que sente, como o punhal que o atinge nas costas, sem prever dor, sem prever a angustia de não mais ser, assim tão de repente! Fecha os olhos, e dorme na mais profunda ilusão de que o passado acabou, e que o presente é somente o prévio do futuro…

Menino bobo, de atos assim infantis, mesmo! Imaturo, como se sonhar fosse suficiente para alegrar a alma, e extasiar a realidade. Menino infame, de dias contados, de tempos perdidos, de rosas a florir. Não deixe que essa bobeira de menino tome sua cabeça, invada seus atos, e controle sua mente.

Homem infame, de risos amarelados, falsidade por entre os dedos e ingratidão por entre cada palavra de agradecimento, ou dizendo que errar é humano, e aprende com seus erros. Bobeira. Bobagem.

Olhe, senhor do tempo que controla se hoje no seu dia choverá, e te molhará por completo o deixando de mau humor, ou fará aquele sol imenso de fever qualquer um que trabalha debaixo de um palitó preto, fazendo- o suar e ficar naquele stress diário, o dia é hoje, o tempo é agora.. E faça das lágrimas que da chuva uma aprendizagem de vida.

Leia Tambem:

  1. Descalça ao chão
  2. Não mais ser
  3. Crônica – Distanciar
  4. O Ciclo
  5. Realidade de um mundo particular

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Escrito por: Camila Meloni em 02/01/2009

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