Livrarias e suas histórias

livrarias Livrarias e suas históriasLivraria Cultura, Fnac, Siciliano,  Nobel e Livraria da Vila, cada uma ao seu estilo, vem provando a cada dia que o mercado editorial brasileiro tem uma grande demanda.

Ao longo dos tempos as livrarias foram diversificando seus serviços, hoje é possível assistir um show intimista de grandes nomes brasileiros enquanto toma um gostoso cafezinho e procura um livro!  A qualidade no atendimento melhorou e muito graças a informatização das bases de dados alem dos acervos constantemente renovado com obras em diversos idiomas, faz do ambiente das livrarias uns dos mais agradáveis para passar horas e horas descobrindo coisas novas.

Algo que infelizmente pode-se constatar- em todas as livrarias é a predominância de bestsellers, lançamentos e auto-ajuda, por um lado é o reflexo do momento social que vivemos e a busca por novidades e respostas imediatistas, por outro tem a desvalorização de obras antigas e pouco reconhecimento da literatura brasileira em relação a vendagem de obras estrangeiras.

Se você é afccionado por livros e gosta do “aroma das livrarias” ou deseja iniciar o hábito da leitura, não pode faltar em sua prateleira o livro “Pequeno Guia Histórico das Livrarias Brasileiras”, escrito por Ubiratan Machado. O livro é um passeio de três séculos e meio pela história das livrarias brasileiras, com direito a visita guiada a cem das maiores lojas de livros do país, em todos os tempos e regiões. Nem é preciso preparar as pernas. As pernas do espírito vão gostar de saltar através de épocas e estados, do Colégio dos Jesuítas, no Rio de Janeiro, primeiro ponto de vendas de livros do país, às livrarias moderninhas, com café, computador, vitrines chamativas, tardes e noites de autógrafos. Entre estes extremos, se desenrola uma história vitoriosa, por vezes áspera, de superação de obstáculos e até de enfrentamento político, de choque com a censura, de violência sofrida por livreiros como Evaristo da Veiga, Ênio Silveira e Raimundo Jinkings, figuras excepcionais não apenas na divulgação e comercialização do livro, mas da própria história do país. Mas, é nos períodos tranqüilos que se afirmam as grandes casas livreiras, da Garnier à Travessa, no Rio, da Garraux à Cultura, em São Paulo, da Globo a Martins Livreiro, em Porto Alegre, a Catilina, em Salvador, a Ghignone, em Curitiba, a Amadeu, em Belô, e dezenas de outras de norte a sul, da Amazônia ao Centro-Oeste, cujos estabelecimentos o leitor vai visitar, conhecendo a sua história e estórias. Bom passeio, as portas estão abertas.

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