O tempo
São Paulo, 28 de setembro de 2008
São Paulo, 28 de setembro de 2008
Olhe o mundo. Olhe aquele senhor ali, parado, esperando o tempo passar, dizendo que morrerá logo e que já se foram os seus bons tempos. Bom, ele diz isso há três anos, e já deve ter cansado de esperar a morte chegar.
Olhe o tempo, ele não passa… Voa! Olhe aquela criança ali que cai, sente uma dor que a faz chorar, mas que ainda nem conheceu a dor que o mundo trás que é imperceptível aos olhos mas fatal para quem sente.
Olhe aquela adolescente, que reclama da vida, do cabelo e do EUA, e nem sabe que a vida tende a piorar, e o ruim de tal ela ainda nem conheceu. O cabelo é a estética que no futuro será tão inútil… E os EUA, então… Ela vai continuar usando jeans, mexendo no seu Windows no computador, tomando coca-cola e comendo fast-food.
Olhe os adultos que reclamam que têm de trabalhar todos os dias, que estão cansados de pagar isso, pagar aquilo e aquilo outro. Vivem a vida esperando com que a aposentadoria chegue, para enfim tentar viver.
O tempo não passa… Voa! E todos esperam a oportunidade perfeita para ser feliz. O erro está na espera. Não é o tempo que trás a felicidade, mas sim sua capacidade de equilibrar a vida com seus sonhos, fazendo de cada minuto um momento especial. Não é o tempo que cura, são as pessoas que o cerca. Não é o tempo que cura, são suas razões. Não é o tempo que cura, mas sim sua capacidade de amar.
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