Política e arte

A arte imita a vida, é a pulsão da alma descrita por poetas, escritores, músicos, artesões e todo os seres que ousam libertar-se da armadura da sanidade e ser taxado como loucos.

A arte é livre e com tal condição germina em seu jardim as flores da revolução, da contestação, das mudanças de hábitos e pensamentos.

Acredito que a arte é o “órgão” regulador da loucura humana, da mesquinharia dos dias atuais e da passividade diante tragédia que não é a grega.

A arte precisa instigar mais os jovens, surpreender os mais velhos,a musica precisa ser mais reflexiva, e por que não dançante e filosófica, é bom pra mente, é bom para o coração, “rebolation” é bom nos faz esquecer as mazelas do dia a dia, mais não ajuda em nada no rebolado pra esticar o salário até o final do mês, como também não ajuda em nada na compreensão do dos livros de escolas ou manchetes de jornais sobre políticos corruptos e exploração de menores.

A arte não precisa se envolver ou contaminar pela política, mas tem o dever de ser o contracenso da mediocridade que nos leva para a ignorância letal  .

Portanto se a arte imita a vida, que faça sua revolução como a *Semana de Arte Moderna de 1922, isso é fazer política e não politicagem.

* Sobre a semana de Arte Moderna

Semana da arte moderna de 1922 Política e arteA Semana da Arte Moderna foi realizada em fevereiro do ano de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo, por iniciativa primeira de Graça Aranha, artista literário da época, juntamente com outros escritores, artistas plásticos e músicos, dentre os quais: Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral. Havia exposição de pinturas de Anita Malfatti, Di Cavalcanti, John Graz, Vicente do Rego Monteiro e esculturas de Victor Brecheret , além das músicas de Villa- Lobos e Ernani Braga.

Este movimento artístico propunha uma renovação da visão social e, portanto, também é considerado como uma manifestação política. Neste período a detenção do poder e da riqueza estava nas mãos das oligarquias rurais, substancialmente por causa da produção cafeeira. As cidades brasileiras, por outro lado, passavam por uma rápida transformação urbana, decorrente do processo de industrialização que começou com a I Guerra Mundial em meados do começo do século XX. Em paralelo, os imigrantes europeus estavam substituindo a mão-de-obra escrava, logo após o advento da abolição. De outro lado, a massa operária estava sentindo-se injustiçada pelos baixos salários e carga horária elevada. O Brasil estava dividido entre o lado rural e o urbano.

Na literatura, em meio a esse turbilhão de acontecimentos sociais, a Semana da Arte Moderna surgiu como marco cultural de um novo movimento literário: o Modernismo.
Os objetivos da Semana eram de trazer, primeiramente, a homogeneidade dos movimentos artísticos, bem como o de: ter o direito à pesquisa estética, reagir em desfavor do “helenismo” de Coelho Neto e do purismo de Rui Barbosa e da ruptura com o passado de natureza acadêmica, liberdade na escrita e expressão lingüística, sem pudores de linguagem culta e de métricas rígidas.

Após essa Semana, houve mudanças claras nas produções literárias: um rompimento com o academicismo literário e com a gramática normativa e a incorporação na poesia e na prosa da liberdade na expressão de idéias e nas formas (versos livres), da pontuação subjetiva ou ausência da mesma, da linguagem vulgar, do coloquialismo.

Fonte: http://www.mundoeducacao.com.br/literatura/a-semana-arte-moderna.htm

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