Realidade de um mundo particular
… Um passo depois do outro, assim me levam a um mundo, assim me levam a alguém, assim me levam até a minha própria solidão. A solidão que eu tenho aqui no centro do meu ser errante, que vem de dentro e expande para o mundo lá fora!
Não posso dizer como foi aquele adeus, tão doloroso, tão programado, mas tão repentino, tão sem nexo… Empurrando-me para frente, me levando pelas estradas, vendo as estrelas, observada pela lua, que de tempo em tempo é coberta por uma nuvem tão escura, tão sem luz, tão opaca. Assim, eu deito sem um colo, e não sonho por que não durmo; e me sinto angustiada com a falta de verdades inventadas, pois a realidade tanto me dói.
Peço licença ao mundo do próprio mundo, e parto para minha irrealidade, englobo minhas verdades desiludidas desse pesadelo, e agora sim participo do fantástico mundo de realidade particular!


