Ser!
São Paulo, 30 de junho de 2009
São Paulo, 30 de junho de 2009
Nesse exato instante de ser, quem sou? Além do ser errante que é característica principal, não posso ser mais nada. Acabou a alegria e ficou a angustia insistente e inquieta. Acabou a vodka e todas as felicidades aparentes que ela trás consigo, e sobrou uma leve (como o passeio de vários elefantes) dor de cabeça, tão leve quanto minha ironia.
E assim caminho, com uma placa de “descansa em paz” pendurada em minha alma, dando indícios de Adeus para minha inocência invejável que se foi. Hoje, sou a menina que cresceu, mas que não se livrou da habilidade de ser feliz ou triste, sem um equilíbrio, aparentando então, ser uma eterna criança que não sabe controlar seus sentimentos. Mergulho em minhas emoções, e disso não sei me esquivar.
Sei que minhas palavras são desconexas, mas… Quem se importa? Nem ao menos sei quem sou, como então, posso usar a racionalidade de um ser se talvez eu nem seja? Convenhamos, é tudo muito complicado para os olhos humanos, então seria mais fácil fechar os olhos e deixar que tudo aconteça, sem mais mistérios.
Fora a tudo dito, eu desejo que você seja! Seja o que quiser! O que puder! Que você seja, do mais profundo ser que há, e que alcance o íntimo de si, e descubra-se, para poder expandir para o seu corpo e ao mundo a verdadeira face de quem é!
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