Quadrilha para o dia dos namorados.

junho 27, 2010 by Wanderley Damaceno  
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Maria amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém.

Maria e Joaquim namoravam há um ano e mesmo sentindo que não tinha o amor de Joaquim, Maria não aceitava o fato e sucumbia aos desmandos do namorado, que justamente por não amá-la, não a tratava tão bem quanto ela esperava e não sentia tanto prazer em estar com ela, a não ser nos raros momentos de sexo.

Lili era muito alegre, saia toda noite com sua amiga Teresa e sempre era muito desejada nos bares e boates que freqüentava. Ela, que há muito tempo tinha decidido ir contra todas as convenções, se recusava a namorar ou ficar mais que algumas poucas vezes com a mesma pessoa. Queria ser totalmente livre e só fazia suas próprias vontades. Teresa também era livre, mas um pouco mais romântica que Lili.

Amor 212x200 Quadrilha para o dia dos namorados.Um dia Joaquim conheceu Lili, no mesmo dia que Teresa conheceu João, que era irmão de Raimundo. Encontraram-se ao acaso como quase tudo de bom que acontece na vida. Beijaram-se, apaixonaram-se e começaram a namorar. Joaquim começou a terminar seu namoro com Maria. Um processo que levou quase um mês.

Maria ficou deprimida, depois nervosa, depois brava, depois muito brava. Depois começou ligar para o ex-namorado, hora chorando, hora xingando. Depois ficou triste, depois chateada e depois esqueceu.

Joaquim e Lili ficaram dois anos juntos, depois a rotina começou deixar Lili chateada, depois triste, depois deprimida. Joaquim amava Lili, mas não do jeito que ela queria que ele a amasse. Ele se dedicava muito além do que ela estava acostumada e de que podia se dedicar, até que ela decidiu terminar esse namoro.

Joaquim ficou triste, depois chateado, depois deprimido, depois esqueceu.

Hoje, Maria está casada com J. Pinto Fernandes, um empresário respeitado do ramo de lojas de um real.

Lili namorou outros moços, sempre se lembra de Joaquim com carinho e uma pequena dose de tristeza, e Joaquim agora está namorando muito, mas nunca com compromisso verdadeiro. Está esperando algo novo e revolucionário na sua vida. O amor que ele chama de eterno.

Teresa e João estão juntos até hoje, casaram-se, mudaram-se para os Estados Unidos e tem dois filhos lindos. Amam-se e vivem exclusivamente para o trabalho e a família. Acreditam que com essa cumplicidade conseguirão vencer os desafios que surgem a cada dia neste vasto mundo.

O amor é engraçado, as vezes estranho, as vezes contraditório mas é sempre amor. Todo amor, por menor que seja deve ser respeitado e valorizado. Algum poeta diz que qualquer amor já é um alento nessa vida cheia de mesquinharia, cheia de horror e violência,  que muitas vezes vai esvaziando nossos corações tão sedentos de emoção.

E o que aconteceu com o Raimundo?

Nesse vasto mundo se me chamasse Raimundo, seria uma rima não uma solução, mundo, vasto mundo, mais vasto devem ser nossos corações.

Será que será necessário se criar um manual, ou uma disciplina na escola para nos ensinar amar ou o melhor é aprender no dia a dia, com as tentativas e com os erros, com as experiências acumuladas ao longo da vida? Será que um dia aprenderemos de verdade ou a cada amor vivido, novas demandas vão sendo criadas? Viver é correr risco e se amar é viver, amar é enfrentar o risco de sofrer, de doer e fazer doer; é lutar para que sua individualidade ajude a outra individualidade a ser cada vez melhor.

Feliz dia dos namorados a todos que tenham ou não um grande amor.

Poesia Erótica

março 12, 2010 by Davi Sant´anna  
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Soneto para a mulher que mais desejo

Desejo teus cheiros mais íntimos, fluídos e beijos

Tua pele clara contrastando a minha e envolver-te como uma mistura caramelo e leite

Quero percorrer teu corpo com mãos e rosto, buscando teu tesouro, curvas e texturas!

Cada parte de ti me fascina lábios, olhos mãos, pernas e sorriso. E mesmo que digas o contrário em uma gíria desconhecida, para mim és bela, linda e atraente!

Envolve-me como a brisa, suave e forte que se torna tempestade quando aquecida, daquelas em que se, tivesse asas, mais alto voaria só para em você tocar.

É como o canto da sereia, que desnorteia o marujo perdido em alto mar, quero me perder em você, e você em mim se encontrar!


 aw08 donna fatale2 1024 768 Poesia Erótica

À uma realidade

janeiro 25, 2010 by Camila Meloni  
Filed under Crônicas & Literatura

Não há ausência do que foi sentido, aliás, a presença do sentimento já antigo, é tão constante quanto o mudar do tempo, com tempo, a tempo, há tempo!
Não existe a inexistência, aliás, existe tanto e a todo momento, que não se sabe mais se é realidade ou ilusão…
Sei que haverá pesares; que há tristeza e que houve sonhos. Só não sei onde é que se limita a tal da felicidade… Em qual auge ela não pode alcançar! E por que existe um auge? Um limite…
Posso falar dos sonhos que a realidade levou…
Posso falar do tempo que a tristeza me tomou…
Posso não falar, e apenas me ser, como sempre sou!
Ou posso não ser, e levar, dizendo que nada mudou!

Mundaréu – Altair Oliveira

novembro 15, 2009 by Davi Sant´anna  
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Se você está a procura de poesias, poema de amor, poemas para Orkut, precisa conhecer o que é poesia “marginal”!

A Poesia marginal teve seu grande apogeu na década de 1970, nesta época não era raro encontrar em portas de bares, teatros e cinemas de grandes cidades brasileiras alguns poetas vendendo seus livros, em geral produzidos com parcos recursos gráficos. O conteúdo desses volumes perpetuou-se na memória dos leitores e dos críticos literários sob a denominação de poesia marginal.

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O programa Mundaréu entrevistou o poeta e escritor Altair de Oliveira um dos remanescentes da poesia “marginal” escrita em mesas de bares e botecos, um militante da cultura independente brasileira!

Para receber o nosso poeta, escolhemos o cenário do Parque da Água Branca na cidade de São Paulo, um verdadeiro refugio no meio da selva de concreto, carros e fumaça!

Elaine Gomes Fez uma viagem ao mundo das palavras nos embriagando de seu mais precioso vinho, a Poesia!

Altair Oliveira falou um pouco de sua carreira, processo criativo e sobre sua mais nova obra o livro “O Lento Alento” quarta publicação do autor que reúne a produção poética dos últimos 12 anos.

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