Livro – Se eu fechar os olhos agora
novembro 25, 2009 by Redação
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O Livro “Se eu fechar os olhos agora” do escritor e jornalista da Rede Globo Edney Silvestre lançado pela Editora Record, narra a história dois meninos de 12 anos — de classe média baixa, um filho de ferroviário, outro de açougueiro —, encontram o corpo de uma linda mulher, que foi morta e mutilada, às margens de um lago onde vão fazer gazeta. Eles não aceitam a explicação oficial do crime, segundo a qual o culpado seria o marido, o dentista da cidadezinha, motivado por ciúme. Ele era frágil demais para o ato necessário a tanta devastação. Começam uma investigação ajudados por um velho que mora no asilo da cidade, um ex-preso político da ditadura Vargas.
Acabam descobrindo não só a verdade sobre o crime mas também toda a hipocrisia de uma cidade de coronéis que, mesmo numa época em que o Brasil caminha para a industrialização, tentam a qualquer custo manter o poder absoluto. Para os meninos, um terrível caminho de amadurecimento e chegada à vida adulta.
Depois de três livros em que reúne crônicas, memórias e entrevistas, além de textos incluídos em coletâneas, o escritor e jornalista Edney Silvestre estréia na ficção com um romance pungente e emocionante. Com o olhar experiente e a sensibilidade de quem já cobriu alguns dos eventos mais marcantes da história mundial recente – dos atentados de 11 de setembro às torres gêmeas do World Trade Center em Nova York à histórica visita do Papa João Paulo II a Cuba, passando por uma série de reportagens sobre o Iraque antes da derrubada de Saddam Hussein –, o autor combina lirismo e registro histórico em “Se eu fechar os olhos agora”, ao narrar a investigação de um crime brutal durante um dos períodos mais importantes da história brasileira.
Em abril de 1961, Yuri Gagarin, o primeiro homem a viajar pelo espaço, deixava a órbita terrestre, descortinando um universo de possibilidades para a Humanidade e uma vitória tecnológica num século que parecia caminhar para uma era de relativa paz, progresso e justiça social. No mesmo dia, em uma pequena cidade da antiga zona do café fluminense, dois meninos de 12 anos— de classe média baixa, um filho de ferroviário, outro de açougueiro — encontram o corpo mutilado de uma linda mulher às margens de um lago onde vão fazer gazeta. Assustados, os garotos chamam imediatamente a polícia e passam por um duro interrogatório, no qual são tratados mais como suspeitos do que testemunhas.
A brutalidade do assassinato e o descaso absoluto com o ser humano impressionam os meninos, que não aceitam a explicação oficial do crime, segundo a qual o culpado seria o marido, o frágil dentista da cidadezinha, motivado por ciúme. Começam uma investigação ajudados por um senhor que mora no asilo da cidade, um ex-preso político da ditadura Vargas, que esconde a motivação para seu interesse no assunto. Dele, os meninos ouvem um aviso que marca o começo de um turbilhão de acontecimentos surpreendentes: “Nada neste país é o que parece.”
Em pouco tempo, eles percebem que a mulher tem uma estranha ligação com os homens mais importantes da cidade e que seu passado é nebuloso, repleto de mentiras. A investigação irá desvendar ainda um perverso painel em que violência sexual, racismo, corrupção e espúrias alianças políticas — que tentam a qualquer custo manter o poder — se misturam, numa época em que o Brasil caminha para a industrialização. Para os meninos, será um terrível caminho de amadurecimento e chegada à vida adulta, ainda no início da adolescência.
Em sua estréia literária, Edney Silvestre constrói uma trama eletrizante e comovente, repleta de referências a um dos momentos mais importantes do cenário político e cultural do Brasil e do mundo. Com uma linguagem culta e refinada, o autor expõe com crueza a maldade humana, e é capaz de mergulhos psicológicos de imensa sensibilidade, sem deixar de contextualizar seus personagens social e historicamente. Transitando por gêneros tão distintos quanto o policial, o histórico e o romance de formação, Se eu fechar os olhos agora, que levou seis anos para ficar pronto, é uma leitura vertiginosa, que retrata a essência da nossa sociedade.
Crônica sobre destino e desatinos
abril 17, 2009 by Davi Sant´anna
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A Bola oito de nossas vidas
Passei minha adolescência nas frias cidades do Sul, onde em noites de inverno a brisa congelava no ar, nem os cães vadios ou corujas sinistras davam o ar de sua graça.
Um grupo de amigos viravam a noite no boteco do Seu Neco, bebendo vinho quente e conhaque e pra afastar o tédio jogávam Sinuca.
O jogo era simples: uma dupla matava as bolas impar e outra as pares e no final uma obstinada caçada pela bola oito. O tempo foi passando juntamente com os personagens daquela mesa que viram suas vidas traçadas em cada tacada como se aquela mesa fosse a metáfora de suas vidas!
Quantas vezes ao mirar na bola nove erramos e por tabela outra bola vai em seu lugar, isso vale para tudo, amores e paixões que vão ficando pela vida como latinhas de coca cola jogadas ao chão….
Voltando a partida de sinuca sempre busquei a tacada perfeita, aquela cheia de efeitos e tabelas calculada finalizando na derradeira bola oito, acho que todo mundo tem uma bola oito pra matar, uma sina da humanidade, um jogo sem fim que sempre adiamos a grande jogada o epitáfio final, essa enorme batata quente que só esfria na embriagues do vinho.
Havia um jogador que sempre intrigou os demais da mesa, calculista e frio na arte da sinuca um verdadeiro Az da tacada, mas que sempre hesitava em derrubar a bola oito pois via nela o reflexo do seu pai dizendo que ele nunca o superaria, e a sina do jogo estava pronta, o jogador silenciava e mirava a bola pensando na melhor jogada calculava mirava e errava!
Os demais jogadores da mesa, sempre acharam que ele errava de propósito, mas nunca tiveram certeza.
Alias alguém tem certeza de alguma coisa nessa vida?
Quem foi que disse!!
abril 15, 2009 by Davi Sant´anna
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Quem falou pra você o que é normal?
Quem falou pra você não se dar mal?
Quem falou pra você os noticiários e as manchetes de jornal?
Quem falou pra usar gravata, terno e calça social?
Quem falou pra ser um vencedor?
Um astuto jogador, justo e ético?
Quem te ensinou a ética e a dialética paradoxal?
Quem te ensinou ser político, de palavras polidas e gestos calmos?
Quem te ensinou a gastar, comprar alem de suas posses ou do necessário?
Quem te ensinou a dar esmola para aliviar a alma?
Quem te ensinou caridades e a reza dos aflitos?
Quem te ensinou a escrever e a perguntar……………e no fundo sempre duvidar!
Stanislaw Ponte Preta
abril 14, 2009 by Davi Sant´anna
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Sérgio Porto ou Stanislaw Ponte Preta (pseudônimo), foi um dos grandes mestre do jornalismo, teatro, rádio etc, em fim foi um precursor da multimídia de sua época, dono de um humor requintado com fina ironia, Stanislaw Ponte Preta era um mestre das comparações enfáticas como:
“Mais “inchada do que cabeça de botafoguense”
“Mais assanhado do que bode velho no cercado das cabritas”
“Mais suado do que o marcador de Pelé”
“Mais duro do que nádega de estátua”
“Mais feia do que mudança de pobre”
“Mais murcho do que boca de velha”
Algumas pessoas podem escrever extensos livros que não dizem nada, Stanislaw Ponte Preta, alem de deixar crônicas que se encaixam comperfeição em nosso momento político e social, tambem deixou um legado de pequenas frases que dizem muito, veja abaixo uma coletânea que a DOC de Bolso separou para os nossos leitores:
“Esperanto é a língua universal que não se fala em lugar nenhum.”
“Quando estamos fora, o Brasil dói na alma; quando estamos dentro, dói na pele.”
“Se mosquito fosse malandro, mordia antes e zunia depois.”
“A dúvida dele não era a de que pudesse não ser um homem mas a de que talvez nem chegasse a ser um rato.”
“A mulher ideal é sempre a dos outros.”
“A polícia prendendo bicheiros? Assim não é possível. Respeitemos ao menos as instituições”
“A prosperidade de alguns homens públicos do Brasil é uma prova evidente de que eles vêm
lutando pelo progresso do nosso subdesenvolvimento.”
“Amor, dinheiro e lua, parando de crescer começam logo a diminuir.”
“Antes só do que muito acompanhado.”
“Amor, dinheiro e lua, parando de crescer, começam logo a diminuir.”
“Valores morais são os únicos que conservam os preços de antiga-mente.”
“Quem diz que futebol não tem lógica ou não entende de futebol ou não sabe o que é lógica.”
“Quando a desculpa é gaguejada, é porque a explicação está errada.”
“Certos inimigos são tão mixurucas que encabulam a gente.”
“O sol nasce para todos. A sombra para quem é mais esperto.”
“Consciência é como vesícula, a gente só se preocupa com ela quando dói.”

